- 0
a espinha dorsal da terra
Em até 4 de 12.47 s/juros
Fora de estoqueDescrição Saiba mais informações
O que é real? — entre as muitas perguntas que a espinha dorsal da terra, da poeta niteroiense Beatriz Malcher, leva os leitores a enfrentar, a mais aguda tem a ver com nossa (in)capacidade de desvendar as muitas camadas de imagens que nos cercam, ou melhor, de que fazemos parte. Em sua tensão, ao ecoar o “José” de Drummond, os versos de Malcher nos lançam um “e agora?” que, hoje, soa ainda mais perturbador.
Seu poema nos arrasta para dentro de um filme; presos nele, é como se a vida fosse uma viagem em que “tudo está a seis horas de distância/ de lugar nenhum”. Somos atores e diretores, espectadores e autores de histórias em que, a cada tomada, “toda a estupidez/ do presente entra em jogo”. Somos também o crítico que distribui estrelinhas, porque já não somos capazes de separar o que acontece dentro e fora da tela, o que chamamos de realidade e o que nos atinge como se fosse ficção, mas não é. O amor pode não ser mais que uma farsa (“os atores são inexperientes/ o enredo é confuso o diretor problemático/ […] os ingressos andam muito caros”), e, no fim, a guerra está bem aqui — é real.
Com as imagens que se juntam ao poema, ao aproximar visualmente a destruição na terra e o “infinito” no céu, a poeta provoca outras interrogações: onde estamos nessa história? Qual é nosso lugar na vastidão? Como nosso mundo ínfimo participa dessa coisa imensa, sem margens e às vezes sem sentido, que é a vida? Poemas, bem sabemos, não dão respostas, mas podem abrir nossos olhos: “são as estrelas/ a espinha dorsal da terra”.
| Acabamento | Brochura |
|---|---|
| Páginas | 40 |
| Data de publicação | 01/10/2026 |
| Formato | 20 x 13.5 x 1 |
| Lombada | 1 |
| Altura | 1 |
| Largura | 13.5 |
| Comprimento | 20 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | POE000000; POE005010 |
| Classificações THEMA | DC |
| Idioma | por |
| Peso | 0.078 |


