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Democracia e Populismo - A nova classe trabalhadora
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A Cortez Editora lança Democracia e Populismo - A nova classe trabalhadora, de Marilena Chaui, obra que reúne ensaios filosóficos e tece uma crítica ao atual cenário sociopolítico brasileiro. Logo nas primeiras páginas, a professora estabelece o eixo central do livro: a tensão permanente entre democracia e populismo, atravessada por heranças históricas que ainda moldam o exercício do poder no país.
Chaui defende que regimes democráticos devem ter uma vida social baseada no conflito legítimo e na mediação institucional. Já o populismo personaliza o poder e oferece relações de favor, encontrando no messianismo das massas a figura de um “salvador” capaz de realizar o bem contra o mal. Segundo a autora, essa dinâmica se ancora ao “mito fundador” do Brasil, uma construção simbólica que apresenta o país como harmônico e predestinado, ocultando desigualdades e reforçando estruturas autoritárias. Nesse cenário, o lulismo é analisado como oposição à prática populista, uma vez que favoreceu a criação de novos direitos sob uma liderança popular.
Outro ponto decisivo da obra é o contraponto à ideia de uma “nova classe média”. Para Chaui, as transformações recentes não produziram uma ascensão estrutural, mas sim uma nova camada trabalhadora marcada pela precarização e ampliação do consumo sem correspondência em direitos consolidados. Ao redefinir esse conceito, ela desloca o debate do poder aquisitivo para as relações de trabalho e de produção.
Um mito fundador é aquele que não cessa de encontrar novos meios para exprimir-se, novas linguagens, novos valores e ideias, de tal modo que quanto mais parece ser outra coisa, tanto mais é a repetição de si mesmo. (Democracia e Populismo – A nova classe trabalhadora, p. 20)
A leitura também propõe examinar o papel do neoliberalismo na reconfiguração da vida pública, que a filósofa classifica como uma “nova forma do totalitarismo”, mostrando como a lógica de mercado tende a reduzir a cidadania à condição de consumo e a enfraquecer espaços coletivos de decisão. Assim, a política passa a operar como uma indústria, orientada pela lógica do marketing, privilegiando a imagem e a personalização do poder, enquanto promove indiferenciação de todas as esferas da vida, esvazia pautas sociais e limita a formulação de políticas públicas.
| Acabamento | Brochura |
|---|---|
| Páginas | 128 |
| Data de publicação | 27/05/2026 |
| Formato | 20 x 13 x 1 |
| Lombada | 1 |
| Altura | 1 |
| Largura | 13 |
| Comprimento | 20 |
| Tipo | pbook |
| Número da edição | 1 |
| Classificações BISAC | PHI019000; POL038000; POL007000; EDU034000 |
| Classificações THEMA | QDTS; JPFP; JPQB; JBCC8; JPHV; JNF |
| Idioma | por |
| Peso | 0.148 |



