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Eu, morto
memórias póstumas da quarentena
Em até 4 de 12.25 s/juros
Descrição Saiba mais informações
morri
como pode
o outro mundo
este mesmo
aqui
se
eu
morto
por aí
sem saber
se
vivi
?
Inspirada musa que tosse, tosse, tosse na pandemia
No livro eu, morto, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, apontado pela crítica como um dos importantes nomes da literatura atual, mergulha em si e na perversa realidade brasileira. Em outras palavras, aprofunda-se na pandemia para respirar com redobrado vigor, sopro de uma consciência que se quer plena, à tona do cotidiano e da história do país.
Vivo-morto, dramatiza a condição que Brás Cubas rejeitara de modo singular: é somente um autor defunto, tanto quanto seriam antecipados defuntos os brasileiros expulsos da vida cidadã. Para esse deslocado autor-personagem, o isolamento não se dá nos dias contados da epidemia, senão como processo que repete a quarentena de uma prisão limítrofe da pele, e, ainda, o confinamento a céu aberto em país de graves desigualdades.
O livro, entretanto, não é mero inventário de desgraças subjetivas e sociais. Em cada poema, percebe-se a força gaiata e revolucionária que boa parte do povo ‒ ou, mais precisamente, a parte boa do povo ‒ carrega, impondo-se na voz de um Mano Brow que, aos poucos, pela força da cultura popular, emudeceria o próprio Mozart.
Em suma, o livro eu, morto é e não é obra de circunstância, porque moldada pela história, réquiem inacabado de brasileiros vivinhos da Silva.
Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, pela Iluminuras, publicou o romance as visitas que hoje estamos.
Páginas | 64 |
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Data de publicação | 13/10/2020 |
Formato | 14 x 21 x 4 |
Largura | 21 |
Comprimento | 14 |
Acabamento | Brochura |
Lombada | 4 |
Altura | 0.4 |
Tipo | pbook |
Número da edição | 1 |
Subtitulo | memórias póstumas da quarentena |
Classificações BISAC | POE000000 |
Classificações THEMA | DCC; DC |
Idioma | por |
Peso | 0.2 |